
As sociedades capitalistas propõem a independência de vínculos e são embasadas a partir de concepções geradas desde a Revolução Industrial. Nos EUA por exemplo, a idéia de capitalismo inclui de forma extremamente dominante a igualdade entre os seres humanos perante a lei e a sociedade.
No Brasil, embora se trate de uma sociedade capitalista, em razão da origem da economia colonial utilizamos métodos politicamente opostos, usufruindo de uma categoria conhecida por “apadrinhamento”, onde o válido são as relações estabelecidas no ambiente e não individualmente.
Enquanto países como os EUA trabalham com a igualdade, no Brasil ter um bom circulo de relações muitas vezes está acima da própria lei e garante dentro das organizações um crescimento hierárquico muito mais privilegiado.
Partilhamos em geral da errônea, porém ativa maneira de situarmo-nos em ambientes como o profissional através da idéia de sermos protegidos por relações afetuosas e pessoais.
Dentro de uma empresa quanto maior e melhor a nossa acolhida, maior e melhor serão as nossas chances de ascensão, e para isso utilizamos de integrações e eventos sempre objetivando estreitar relações.
Uma das principais características do brasileiro quando está por fechar um negócio ou parceria importante é a de querer proporcionar conforto e lazer para o “alvo”, a fim de conquistar a simpatia pessoal antes mesmo de ganhar o negócio.
Está inato em nossas crenças o estilo de pensar que ao conquistar uma relação, ganhamos à preferência, pensamento este que desconsidera que o capitalismo idealiza e foca prioritariamente os benefícios, custos e o lucro.
A gama das relações tem um grau de relevância tão intenso para o estilo brasileiro de administrar que inconsequentemente pode vir a inserir profissionais não qualificados para desempenhar certas funções em detrimento do personalismo, deixando de oportunizar para excelentes profissionais grandes chances, condenando-os ao deslocamento e a falta de reconhecimento.
A partir daí são impedidos de se destacarem talentos verdadeiros, que devido a questões sociais e falta de relacionamentos são pré-destinados injustamente à acomodação e ao insucesso.
Como exemplo, citamos a industria da música; que privilegia músicos pelas suas relações ao invés do talento. Inúmeras são as boas bandas, excelentes compositores que ficam no anonimato pela ausência de reconhecimento pessoal. Maria Rita poderia estar cantando na noite de São Paulo em barzinhos e restaurantes, não fosse ser filha de Elis Regina. Ziggy Marley seria apenas mais um a re-gravar músicas do lendário rei do reggae Bob Marley, e talvez nunca ouvíssemos falar de Sandy e Junior, KLB entre outros...
Tudo isso é reflexo de uma cultura que foca nas relações e deixa em segundo plano o verdadeiro processo de crescimento do negócio.
Em nosso país não basta estudar nas melhores escolas e ser dotado de excelente formação profissional e acadêmica. È necessário ser “conhecido” de algum membro da empresa que você pretende disputar vaga para obter o cargo almejado e ter possibilidades de um melhor desenvolvimento dentro da empresa no futuro.
No Brasil, embora se trate de uma sociedade capitalista, em razão da origem da economia colonial utilizamos métodos politicamente opostos, usufruindo de uma categoria conhecida por “apadrinhamento”, onde o válido são as relações estabelecidas no ambiente e não individualmente.
Enquanto países como os EUA trabalham com a igualdade, no Brasil ter um bom circulo de relações muitas vezes está acima da própria lei e garante dentro das organizações um crescimento hierárquico muito mais privilegiado.
Partilhamos em geral da errônea, porém ativa maneira de situarmo-nos em ambientes como o profissional através da idéia de sermos protegidos por relações afetuosas e pessoais.
Dentro de uma empresa quanto maior e melhor a nossa acolhida, maior e melhor serão as nossas chances de ascensão, e para isso utilizamos de integrações e eventos sempre objetivando estreitar relações.
Uma das principais características do brasileiro quando está por fechar um negócio ou parceria importante é a de querer proporcionar conforto e lazer para o “alvo”, a fim de conquistar a simpatia pessoal antes mesmo de ganhar o negócio.
Está inato em nossas crenças o estilo de pensar que ao conquistar uma relação, ganhamos à preferência, pensamento este que desconsidera que o capitalismo idealiza e foca prioritariamente os benefícios, custos e o lucro.
A gama das relações tem um grau de relevância tão intenso para o estilo brasileiro de administrar que inconsequentemente pode vir a inserir profissionais não qualificados para desempenhar certas funções em detrimento do personalismo, deixando de oportunizar para excelentes profissionais grandes chances, condenando-os ao deslocamento e a falta de reconhecimento.
A partir daí são impedidos de se destacarem talentos verdadeiros, que devido a questões sociais e falta de relacionamentos são pré-destinados injustamente à acomodação e ao insucesso.
Como exemplo, citamos a industria da música; que privilegia músicos pelas suas relações ao invés do talento. Inúmeras são as boas bandas, excelentes compositores que ficam no anonimato pela ausência de reconhecimento pessoal. Maria Rita poderia estar cantando na noite de São Paulo em barzinhos e restaurantes, não fosse ser filha de Elis Regina. Ziggy Marley seria apenas mais um a re-gravar músicas do lendário rei do reggae Bob Marley, e talvez nunca ouvíssemos falar de Sandy e Junior, KLB entre outros...
Tudo isso é reflexo de uma cultura que foca nas relações e deixa em segundo plano o verdadeiro processo de crescimento do negócio.
Em nosso país não basta estudar nas melhores escolas e ser dotado de excelente formação profissional e acadêmica. È necessário ser “conhecido” de algum membro da empresa que você pretende disputar vaga para obter o cargo almejado e ter possibilidades de um melhor desenvolvimento dentro da empresa no futuro.
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